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Exemplo de Humildade: Lastênio Cardoso reconhece excesso e sela paz com as forças de segurança

Publicada em: 31/12/2025 09:04 -

Lastênio Cardoso reafirma parceria com as Forças de Segurança e busca soluções para Baixo Guandu

BAIXO GUANDU – Em um movimento de contenção de danos, o prefeito de Baixo Guandu, Lastênio Cardoso, veio a público nesta semana para tentar selar uma "paz institucional" com as forças de segurança. O gesto ocorre após um episódio de forte tensão, no qual o chefe do Executivo municipal utilizou termos agressivos para atacar a atuação da Polícia Militar na cidade, gerando mal-estar imediato entre os servidores da segurança pública e a população.

A crise teve início após uma madrugada marcada por barulho de motocicletas com escapamentos adulterados — o popular "rolezinho". Visivelmente exaltado, o prefeito publicou mensagens criticando a PM, mas, após a repercussão negativa e o peso político de suas falas, viu-se obrigado a realizar uma reunião de emergência com o comando local.


O "Mea Culpa" e o Tom de Retratação

Em nota oficial publicada após encontro com o Tenente-Coronel Ricardo, comandante da Polícia Militar na região, Lastênio admitiu o erro. O prefeito justificou sua conduta como fruto de um "momento de grande estresse e indignação", reconhecendo que utilizou termos inadequados e negando qualquer intenção de incentivar a violência.

O discurso agressivo de outrora deu lugar a elogios enfáticos. O prefeito fez questão de parabenizar publicamente o Capitão Dankas e o Tenente-Coronel Ricardo, destacando a atuação ostensiva da PM no comércio local durante o período natalino como algo "que há muito tempo não se via em Baixo Guandu".


Análise Crítica: Impulsividade ou Falta de Articulação?

A postura de Lastênio Cardoso levanta um debate sobre o equilíbrio emocional necessário ao cargo de gestor público. Embora a perturbação do sossego seja um problema crônico e legítimo que aflige os moradores, o ataque direto às instituições de segurança, para depois "voltar atrás" com elogios públicos, evidencia uma gestão que parece agir mais pelo impulso do que pela estratégia.

A retratação, embora necessária para manter a governabilidade, deixa transparecer uma fragilidade na articulação entre a Prefeitura e as polícias. Se o trabalho das forças de segurança é, como o prefeito agora afirma, "fundamental e sério", o ataque anterior soa como uma tentativa de transferir a responsabilidade por problemas de ordem pública que também passam pela fiscalização municipal.


A Promessa de Integração

A reunião do dia 29 de dezembro resultou na promessa de ações conjuntas e intensificação da fiscalização contra os abusos sonoros. O prefeito reforçou seu papel de "parceiro" das forças de segurança, assegurando que buscará melhores condições de trabalho para a categoria.

Resta saber se o aperto de mãos selado no gabinete será suficiente para apagar o impacto das ofensas proferidas no calor do momento ou se a relação entre a administração municipal e as polícias seguirá marcada pela desconfiança. Para a população de Baixo Guandu, o que importa não são as notas de esclarecimento, mas se o silêncio e a ordem pública serão finalmente garantidos — sem a necessidade de explosões temperamentais de seus líderes.

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