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"Mal dá para comer": O desabafo da aposentada que ficou sem Amoxicilina na Farmacinha do Centro de Colatina

Publicada em: 11/03/2026 06:56 -

O Gosto Amargo da Falta: Escassez de Amoxicilina na "Farmacinha" do Centro expõe feridas da saúde em Colatina

A saúde pública de Colatina volta a ser alvo de duras críticas após mais um episódio de desassistência na Farmácia Municipal do Centro. O que deveria ser o destino final para o tratamento de uma enfermidade tornou-se, para muitos, o início de um novo calvário: o desabastecimento de medicamentos básicos, como a Amoxicilina.

A Receita na Mão e o Balcão Vazio

O cenário de crise foi personificado no relato de uma aposentada que, após passar por consulta médica e receber o diagnóstico, dirigiu-se à "farmacinha" com a esperança de iniciar o tratamento de imediato. Com a receita em mãos, ela encontrou o que tem se tornado uma rotina frustrante para o colatinense: o "não" como resposta.

A falta do antibiótico — um item essencial e de baixo custo para o poder público — gerou um desabafo que ecoa a realidade de milhares de cidadãos que vivem no limite da sobrevivência.

"Moro de aluguel, minha aposentadoria já vem com desconto e mal dá para comer", desabafou a senhora, que voltou para casa sem o remédio e sem recursos financeiros para retirá-lo em uma rede privada.

A Crise sob a Ótica Social

O caso expõe uma face cruel da gestão municipal: a ineficiência logística que atinge justamente a parcela mais vulnerável da população. Para quem vive com o orçamento comprometido pelo aluguel e pelo preço dos alimentos, a falta de um medicamento no SUS não é apenas um "problema administrativo", é uma sentença de agravamento da doença.

Enquanto a prefeitura mantém suas estruturas burocráticas, o "gosto amargo" sentido pela paciente revela que a saúde em Colatina carece de mais do que remédios; carece de uma gestão que compreenda a urgência da fome e da dor.

O Silêncio que adoece

A falta de Amoxicilina é um sintoma de uma crise maior no abastecimento farmacêutico da cidade. A reportagem do Rádio Noroeste segue acompanhando as reclamações que chegam diariamente sobre a falta de outros itens básicos. Até o momento, a transparência sobre os prazos de reposição desses estoques permanece escassa, deixando o cidadão à mercê da própria sorte.

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