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A Farra do Marketing: Veja quem são os deputados do ES que mais gastaram no recesso parlamentar

Publicada em: 11/03/2026 08:24 -

O Custo do Recesso: Deputados do ES gastam alto com publicidade em pleno janeiro de "folga"

Enquanto as atividades em Brasília estavam suspensas pelo recesso parlamentar, os deputados federais do Espírito Santo mantiveram as máquinas de seus mandatos a pleno vapor. Um levantamento dos dados da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) revela que, em janeiro, o foco principal dos gastos não foi a atividade legislativa, mas sim a promoção pessoal, custeada pelo contribuinte.

O Pódio dos Gastos em Janeiro

Dentre os parlamentares que se preparam para disputar a reeleição, três nomes se destacaram pelo volume de despesas em um mês sem sessões plenárias:

  1. Evair de Melo (PP): Liderou o ranking com um gasto de R$ 56.227,88. O que chama a atenção é que o grosso desse valor, R$ 38.300,00, foi destinado exclusivamente à "Divulgação da Atividade Parlamentar".

  2. Amaro Neto (Republicanos): Ocupou a segunda posição com R$ 43.158,64 gastos no primeiro mês do ano. Desse total, R$ 30.000,00 foram investidos em propaganda do mandato.

  3. Gilson Daniel (Podemos): Fechou o pódio do recesso com despesas de R$ 36.417,80, sendo R$ 22.550,00 focados em publicidade.

Acumulado de 2026: A corrida pela visibilidade

Na somatória de janeiro até a primeira quinzena de março, a tendência de gastos elevados se mantém entre os pré-candidatos. O ranking atualizado do acumulado do ano mostra:

  • Evair de Melo: R$ 93.394,86/ R$ 59.000,00 COM DIVULGAÇÃO DE ATIVIDADE PARLAMENTAR

  • Amaro Neto: R$ 74.006,81/ R$ 40.000,00 COM DIVULGAÇÃO DE ATIVIDADE PARLAMENTAR

  • Victor Linhalis (Podemos): R$ 70.685,21/ R$43.000,00 COM DIVULGAÇÃO DE ATIVIDADE PARLAMENTAR

Em contrapartida, no mesmo período analisado, a deputada Jack Rocha (PT) apresentou o perfil mais econômico da bancada capixaba, registrando gastos totais de apenas R$ 12.200,99 com a cota parlamentar.

A Farra da Divulgação em Ano Eleitoral

O uso da verba pública para "divulgação de atividade" durante o recesso levanta um questionamento ético necessário. Se não há sessões, votações ou debates em Brasília, o que exatamente está sendo divulgado com cifras que superam os R$ 30 mil mensais por gabinete?

A prática, embora legal dentro das normas da Câmara, revela como a cota parlamentar tem sido utilizada como um "esquenta" para as campanhas de reeleição. Enquanto o eleitor aproveitava as férias de janeiro, o dinheiro público financiava posts, anúncios e materiais informativos para garantir que os nomes desses deputados não fossem esquecidos.

A disparidade entre o maior gasto (Evair de Melo) e o menor (Jack Rocha) — uma diferença que chega a quase 8 vezes no acumulado — mostra que a economia com o dinheiro do povo é uma escolha política, e nem todos os parlamentares do Espírito Santo estão dispostos a fazê-la.

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