Ego e Estratégia: Renzo Vasconcellos Prioriza Campanha Pessoal e Deixa Colatina no "Vácuo" Institucional
O que deveria ser um dia histórico para a infraestrutura e os sonhos de Colatina transformou-se em um retrato de isolamento e vaidade política. No último sábado, o governador Renato Casagrande desembarcou na cidade às 13h para anunciar investimentos vitais. No entanto, em vez de ser recebido pelo chefe do Executivo Municipal, encontrou um anfitrião improvisado: o vice-prefeito Pedro Pagotto.
Enquanto a autoridade máxima do Estado trazia recursos, o prefeito Renzo Vasconcellos dedicava sua manhã a circular pela feira livre. O ato não foi um desencontro de agendas, mas uma escolha política deliberada que rifa a esperança de um povo que acreditou no slogan "Povo Forte e Feliz".
O Peso do Cargo vs. O Peso do Ego
A recusa de Renzo em recepcionar o governador demonstra uma imaturidade institucional que coloca Colatina como refém de um projeto de poder. Ao ocupar a presidência estadual do PSD, Renzo parece estar mais preocupado em articular sua projeção para as eleições de 2026 do que em zelar pelo progresso imediato da cidade.
O uso do município como moeda de troca em uma mesa de barganha política é um desrespeito ao eleitor que, há pouco mais de um ano, confiou a ele o destino da cidade em uma disputa acirrada. Enquanto governadores e prefeitos de campos opostos, como Tarcísio e Lula ou Zema e Lula, mostram civilidade em prol do investimento, Renzo prefere o distanciamento movido pela vaidade.
O Fantasma da Inarticulação
Essa dificuldade em dialogar e aglutinar forças não é nova na trajetória de Vasconcellos. É impossível não recordar seu primeiro mandato como vereador (2013-2016), quando, mesmo com ambições de poder, não conseguiu sequer o apoio necessário para presidir a Câmara Municipal, perdendo a disputa para o vereador Jolimar Barbosa.
Hoje, como presidente estadual de uma sigla relevante e prefeito de uma cidade polo, Renzo repete o comportamento isolacionista. O perigo é claro: ao buscar uma projeção forçada para 2026, ele pode levar Colatina ao abismo administrativo. Se o prefeito não obtiver o sucesso eleitoral que almeja nas urnas estaduais, o que restará para a cidade nos anos finais de seu mandato?
Colatina Não Pode Ser Moeda de Troca
Caminhar pela feira de manhã para garantir fotos "populares" e ignorar investimentos concretos à tarde é o ápice do marketing vazio. O povo sofrido de Colatina não votou em um presidente de partido; votou em um prefeito.
A cidade não pode ser sacrificada no altar de um projeto pessoal de ascensão política. Colatina merece um gestor que saiba receber o progresso, independentemente de quem o traga, e não alguém que coloque seu próprio ego acima das necessidades de sua gente.
*imagem meramente ilustrativa
